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22 de janeiro de 2013

Lord Byron - 22 de Janeiro de 1788







Nascia em Londres aquele que é considerado um dos maiores poetas europeus e figura do Romantismo.
 
Compartilho convosco o poema "Estâncias para Música", mas podia ser "Inês" do qual também gosto muito.
 
 
 
 
 
 
 
Estâncias para Música
 Alegria não há que o mundo dê, como a que tira.
Quando, do pensamento de antes, a paixão expira
Na triste decadência do sentir;
Não é na jovem face apenas o rubor
Que esmaia rápido, porém do pensamento a flor
Vai-se antes de que a própria juventude possa ir.
Alguns cuja alma bóia no naufrágio da ventura
Aos escolhos da culpa ou mar do excesso são levados;
O ímã da rota foi-se, ou só e em vão aponta a obscura
Praia que nunca atingirão os panos lacerados.
Então, frio mortal da alma, como a noite desce;
Não sente ela a dor de outrem, nem a sua ousa sonhar;
toda a fonte do pranto, o frio a veio enregelar;
Brilham ainda os olhos: é o gelo que aparece.
Dos lábios flua o espírito, e a alegria o peito invada,
Na meia-noite já sem esperança de repouso:
É como na hera em torno de uma torre já arruinada,
Verde por fora, e fresca, mas por baixo cinza anoso.
Pudesse eu me sentir ou ser como em horas passadas,
Ou como outrora sobre cenas idas chorar tanto;
Parecem doces no deserto as fontes, se salgadas:
No ermo da vida assim seria para mim o pranto.
 
Saudações encantadas!
 
 

12 de março de 2010

O Leitor tem:

  

1. O Direito de não ler. Ler é um direito e um privilégio. Não é um castigo.

2. O Direito de saltar páginas. Ler é um acto pessoal, de selecção e interpretação.

3. O Direito de não acabar um livro. O leitor não compra uma obrigação. Saber recusar é uma forma de escolher. 

4. O Direito de reler. Às vezes é tão bom, que temos que repetir. 

5. O Direito de ler não importa o quê. A leitura pode ser emoção de muitas formas. 

6. O Direito de amar os heróis dos romances. As personagens não são só figuras imaginadas. Vivem dentro de cada leitor. 

7. O Direito de ler não importa onde. Não há templos nem tempos exclusivos de leitura. O maravilhoso não tem espaço nem tempo. 

8. O Direito de saltar de livro em livro. Os livros podem-se petiscar. Ler um pouco daqui e depois ler um pouco dali. 

9. O Direito de ler em voz alta. As palavras sabem melhor se ditas e ouvidas. Há músicas nas palavras. 

10. O Direito de não falar do que se leu. O leitor lê-se nos livros. Respeite-se essa intimidade. 

Adaptação de, Direitos do leitor de Daniel Pennac no livro “Como um Romance”, ed. ASA.

Ler (como amar) é uma experiência única, pessoal e intransmissível.

Saudações encantadas!