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5 de abril de 2016

NÃO

Performance de leitura este domingo dia 10 de abril pelas 11h30 na FNAC do Leiriashoping.
 
O Rodrigo era adorável. Todos o diziam. Até ao dia em que aprendeu uma nova palavra... NÃO! Uma história hilariante, perfeita para ajudar qualquer família a lidar com birras, teimosia e a «fase do não». Contamos contigo. saudações encantadas.




https://www.facebook.com/events/157801151280617/

10 de abril de 2013

Clube de leitura

Dia 14 de Abril (domingo) pelas 15h00 na FNAC do Leiria shopping realizámos a 2ª edição do clube de leitura para jovens.



"Viagem ao País da Levitação" de Gonçalo M. Tavares é o livro escolhido para este encontro da leitura, relembro duas coisas importantes:
a-) a participação neste clube é gratuita;
b-) não é obrigatório comprar o livro.
...
Quem não puder ler previamente a história pode participar da mesma forma pois o clube de leitura é para todos, quer tenham lido ou não.
Serão feitas atividades à volta da história divertidas, interessantes e partilhadas a nível de emoções e conteúdos.

O "Páis da Levitação". Será redondo ou quadrado? Azul ou amarelo? Será que as pessoas levitam mesmo?
Qual será a língua que se fala no país da levitação? Será que se lê ao contrário? Estas são as descobertas do nosso clube de leitura.

Aceitas este desafio para o País da Levitação? Para te inscreveres basta que envies para o mail comboiodefantasias@gmail.com o teu nome, idade, morada e contato.
 
Saudações encantadas!

14 de fevereiro de 2013

Os Ratos das Botas - história do dia

Os Ratos das Botas

OS RATOS DAS BOTAS

António Torrado escreveu e Cristina Malaquias ilustrou



Eram dois ratos e cada um vivia na sua bota. Mas viviam um tanto afastados, porque, embora as botas fossem irmãs e em tempos tivessem caminhado juntas, os ratos que as habitavam, por razões que não vêm para o caso, andavam de mal um com o outro.
Por isso estavam as botas de costas voltadas, isto é, de calcanhares voltados, como as botas de Charlot.

Mas, num dia de grande temporal, o vento soprou a valer por aqueles sítios e empurrou uma das botas em direcção à irmã, que também se deslocou com a ventania.
– Quem está aos pontapés à minha casa? – irritou-se um dos ratinhos, muito assustado com a tempestade.
O vento puxou a chuva que, cada vez mais forte, alagou aquele cantinho do mundo onde estavam as botas.

– Ora botas! Já nem se vive em sossego na nossa própria casa – lastimou-se um dos ratinhos. Graças à proximidade, o outro rato ouviu o vizinho queixar-se e também se lamentou:
– Casas velhas e mal calafetadas não dão segurança nenhuma. Ora botas! Ora botas!
Que o pior ainda estava para vir. Quando a água da chuva inundou aquelas paragens, e a corrente deu em rio, as duas botas foram arrastadas na chuva e rolaram, muito trangalhadanças, sobre pedras e seixos.
– Ora botas! Em vez de casa, um barco – desesperava-se um ratinho.
– Ora botas! Em vez de bota, um bote – desesperava-se o outro ratinho.
Amainou a tempestade, estancou a chuva e as duas botas acabaram poisadas, lado a lado, num montinho de areia.
Os dois ratos, quando sentiram que o perigo tinha passado, saíram ao mesmo tempo das respectivas botas, isto é, das respectivas casas.
– Que viagem mais tormentosa – queixou-se um.
– Nunca mais acabava – queixou-se o outro.
Sem darem por isso estavam a falar um com o outro.
– Mas o sítio é bonito.
– E tem bom ar.
– E boa vista.
– E bom piso.
Um dos ratinhos apontou para a bota, isto é, para a casa do outro, e reparou:
– Tem as persianas todas escangalhadas. Eram os atacadores fora das ilhós e deslaçados.
O outro ratinho retorquiu:
– As suas persianas também precisam de arranjo. Eu ajudo-o. Passaram a tarde a consertar as casas e, com a boa ajuda um do outro, o trabalho rendeu muito. Vão agora, segundo combinaram, fazer uma vedação para proteger uma horta, que querem cultivar a meias.

Ficaram outra vez dois ratinhos amigos, e as botas, aliás as casas geminadas, são bem prova disso.

FIM

5 de fevereiro de 2013

A Força da Pulga - uma história por dia

A FORÇA DA PULGA
António Torrado

escreveu e

Cristina Malaquias ilustrou

 

O homem das forças achou uma pulga. Prendeu-a entre os dedos e disse-lhe:

– És um ser insignificante e reles. Como te atreves a aparecer ao pé de mim, que sou o homem mais forte do mundo?

Respondeu a pulga:

– Fraca serei, mas, se eu quiser, levanto-te em peso. Aposto contigo.

O homem riu-se da prosápia da pulga. Ia a castigá-la pelo atrevimento, mas ela escorregou-lhe pela polpa dos dedos e desapareceu.

Estava já o homem das forças a dormir, quando a pulga se chegou, de novo, a ele. Passeou pelos lençóis e
procurou-lhe o quente do corpo. Num sítio azado, por altura dos rins, ferrou-lhe uma grande dentada.

O homem, que estava no mais fundo do sono, mesmo assim, sentiu-se. Ergueu o corpo, apoiando-se na nuca e nos calcanhares e coçou, instintivamente, o lugar picado.

A pulga escapuliu-se-lhe às unhas e pregou-lhe outra ferroada, no mesmo sítio. Mais se arqueou o corpo do homem das forças, levantando ainda mais alto os lençóis que o cobriram.

Quem não soubesse a razão destes movimentos, acharia que o homem estava a ser soerguido e levado ao colo por uma escondida força, superior à dele.

E estava.

O homem das forças acordou, atormentado pela comichão, mas a pulga nem se deu ao trabalho de cobrar-lhe a aposta. Com certos casmurros, quanto menos conversas, melhor.

E, aqui para nós, com aquelas duas chupadelas de sangue já se sentia bem paga…

FIM
 
Saudações encantadas!
Uma história por dia nem sabes o bem que te fazia!

22 de janeiro de 2013

Lord Byron - 22 de Janeiro de 1788







Nascia em Londres aquele que é considerado um dos maiores poetas europeus e figura do Romantismo.
 
Compartilho convosco o poema "Estâncias para Música", mas podia ser "Inês" do qual também gosto muito.
 
 
 
 
 
 
 
Estâncias para Música
 Alegria não há que o mundo dê, como a que tira.
Quando, do pensamento de antes, a paixão expira
Na triste decadência do sentir;
Não é na jovem face apenas o rubor
Que esmaia rápido, porém do pensamento a flor
Vai-se antes de que a própria juventude possa ir.
Alguns cuja alma bóia no naufrágio da ventura
Aos escolhos da culpa ou mar do excesso são levados;
O ímã da rota foi-se, ou só e em vão aponta a obscura
Praia que nunca atingirão os panos lacerados.
Então, frio mortal da alma, como a noite desce;
Não sente ela a dor de outrem, nem a sua ousa sonhar;
toda a fonte do pranto, o frio a veio enregelar;
Brilham ainda os olhos: é o gelo que aparece.
Dos lábios flua o espírito, e a alegria o peito invada,
Na meia-noite já sem esperança de repouso:
É como na hera em torno de uma torre já arruinada,
Verde por fora, e fresca, mas por baixo cinza anoso.
Pudesse eu me sentir ou ser como em horas passadas,
Ou como outrora sobre cenas idas chorar tanto;
Parecem doces no deserto as fontes, se salgadas:
No ermo da vida assim seria para mim o pranto.
 
Saudações encantadas!
 
 

11 de setembro de 2012

Gira, Gira vai à escola...

E foi assim que reiniciámos os nossos momentos encantados de histórias e partilhas...



Conhecemos a Gira Gira, que além de ser uma girafa encantadora tinha um sonho: ir à escola...
Mas havia um problema: Gira Gira era alta demais para caber na sala de aula... depois de muitos planos e desenhos descobrimos a solução...

Foi muito bom voltar... as saudades já apertavam...

Sonhos encantados!


4 de junho de 2011

As crianças são irresistíveis...


Dia da criança... mais um dia para dizermos que as crianças são o melhor doo mundo!!




"O Sr. Azulão" foi o livro escolhido para celebrarmos este dia...

Depois de conhecermos o gigante azul e simpático que apenas desejava dormir na cama do João... conhecessemos também o sr. Amarrotado e o sr. Amassado... os moradores da gaveta de cima da cómoda...
 E percebemos todos que, há dias, senão quase todos, que existe em cada um de nós um sr. Amarrotado e um sr. Amassado... em que chegamos à gaveta da cómoda e desarrumamos toda a roupa sem conseguir decidir o que vestir...

Ou entaõ quando os nossos pequenos pimpolhos aprendem a abrir as gavetas... e nesse momento é a liberdade total... assim como a confusão....

É difícil resistir a um olhar tão terno e convidativo....
Ou a um sorriso tão verdadeiro e aconchegante...

São estes sorrisos e estes olhares que valem a pena...
Saudações encantadas!

5 de julho de 2010

Aniversário da Livraria Arquivo


No dia 30 de Junho a Livraria Arquivo comemorou o seu 10º aniversário...





Foi um dia em cheio...

Muitas actividades...

 histórias encantadas...
 
Leitura...

Artes plásticas...

Um dia com final feliz...

Saudações encantadas!

9 de dezembro de 2009

LEIRIA...


Neste feriado de 8 de Dezembro, estive na Casa da Fantasia na Aldeia de Natal em Leiria, através dos livros e das histórias, partilhei palavras, afectos, sorrisos e brincadeiras com todas as crianças que passaram por este espaço.Foi um momento intenso e dinâmico, pois as actividades eram bastante variadas.

No entanto, houve algo que me chamou a atenção, os pais que acompanhavam as crianças estavam cheios de vontade de ouvir contar uma história. As histórias são maravilhosas para fazer esquecer por momentos a dureza do dia-a-dia. As crianças com as histórias compreendem o mundo, os adultos adquirem com essas palavras encantadas, uma forma de superar as rotinas e uma motivação especial para sonhar. E se os adultos sonharem, preenchem a vida das suas crianças com muitos sonhos. E como já dizia António Gedeão:

«...Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.»

É importante continuar a sonhar...

Uma viagem fantástica e encantada para todos!